Dinheiro, fama e sucesso. Para muita gente, isso parece garantia de uma vida tranquila. Mas para Rick Wakeman, um dos tecladistas mais talentosos do rock progressivo, a história foi bem diferente.
Nos anos 70, Wakeman estava no auge. Como integrante do Yes, ele participava de álbuns históricos e turnês gigantes. Ao mesmo tempo, também construía uma carreira solo cheia de projetos ambiciosos.
O problema é que, enquanto a música crescia, os gastos também cresceram — e muito.
O resultado foi surpreendente: Wakeman acabou falindo três vezes ao longo da carreira.
O sucesso gigantesco nos anos 70
Quando Rick Wakeman entrou para o Yes no início da década de 70, a banda já estava ganhando destaque no rock progressivo.
Mas com Wakeman nos teclados, o som ficou ainda mais grandioso.
Álbuns como Fragile e Close to the Edge se tornaram marcos do gênero.
Quem viveu aquela época sabe que o rock progressivo era conhecido por músicas longas, arranjos complexos e produções gigantescas.
E Wakeman adorava pensar grande.
Muito grande.
Os projetos gigantes que custavam uma fortuna
Paralelamente ao Yes, Rick Wakeman começou a lançar álbuns solo extremamente ambiciosos.
Um dos mais famosos foi The Six Wives of Henry VIII, um disco conceitual inspirado na história do rei inglês.
Depois veio outro projeto ainda maior: The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table.
Esse trabalho não era apenas um álbum.
Era praticamente um espetáculo teatral.
Na minha visão, Wakeman sempre teve uma mentalidade mais próxima de um diretor de cinema do que de um músico comum. Ele pensava em cenários, figurinos e apresentações gigantescas.
O problema é que tudo isso custava muito dinheiro.
Shows grandiosos e gastos fora de controle
Uma das apresentações mais famosas de Rick Wakeman aconteceu no estádio de Wembley, em Londres.
O espetáculo de King Arthur incluiu:
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músicos extras
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coral completo
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patinadores no gelo no palco
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figurinos medievais
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cenários elaborados
Era praticamente um musical de grande escala.
O público adorou.
Mas financeiramente… a história foi outra.
O que quase ninguém percebe é que esses eventos gigantes muitas vezes custavam mais do que arrecadavam.
Na prática, Wakeman estava gastando como se o dinheiro nunca fosse acabar.
As falências que marcaram sua carreira
Com o tempo, os gastos excessivos começaram a cobrar a conta.
Rick Wakeman acabou declarando falência mais de uma vez ao longo da carreira.
Entre os problemas estavam:
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investimentos caros em produções gigantes
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estilo de vida luxuoso
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projetos que não recuperavam os custos
Na minha visão, isso mostra um lado curioso da indústria musical. Muitos artistas são gênios criativos, mas nem sempre são bons administradores financeiros.
E quando o sucesso é grande demais, fica fácil acreditar que ele nunca vai acabar.
A reconstrução e o retorno aos palcos
Apesar das dificuldades financeiras, Rick Wakeman nunca deixou de fazer o que sabe melhor: tocar.
Com o passar dos anos, ele reconstruiu sua carreira com turnês, participações especiais e novos projetos musicais.
Quem viveu os anos do rock progressivo sabe que Wakeman sempre foi considerado um dos maiores tecladistas da história do gênero.
Seu estilo técnico, misturando piano clássico com sintetizadores, ajudou a definir o som do Yes.
E mesmo depois de tantos altos e baixos, ele continuou sendo uma figura respeitada no mundo da música.
Talento não basta para evitar erros
A história de Rick Wakeman mostra que sucesso e dinheiro nem sempre caminham juntos.
Na minha visão, o tecladista do Yes era um artista visionário. Ele queria transformar cada álbum em um espetáculo grandioso.
Mas essa ambição também trouxe consequências financeiras sérias.
Ainda assim, seu legado permanece.
Porque, no fim das contas, Rick Wakeman continua sendo lembrado pelo que realmente importa: sua música.
E para quem acompanha a Rádio Relembra, histórias assim mostram que até os maiores talentos da música também enfrentam erros, desafios e recomeços.

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