A música We Are the World é muito mais do que um grande sucesso da década de 1980. Ela se tornou um símbolo global de solidariedade, união e responsabilidade humanitária. Lançada em 1985, a canção reuniu algumas das maiores estrelas da música mundial em um projeto sem precedentes, com um objetivo claro: ajudar a combater a fome na África, especialmente na Etiópia, que vivia uma grave crise humanitária. Mas afinal, quem teve a ideia de criar We Are the World? A resposta envolve um nome central, grandes inspirações e uma cadeia de acontecimentos marcantes.

A ideia inicial: Harry Belafonte

A ideia original de We Are the World partiu do cantor, ator e ativista Harry Belafonte. Profundamente engajado em causas sociais e direitos humanos, Belafonte ficou impactado ao ver a repercussão do projeto britânico Do They Know It’s Christmas?, liderado por Bob Geldof e Midge Ure em 1984. A música arrecadou milhões para combater a fome na África e mostrou o poder que a música tinha como ferramenta de mobilização global.

Belafonte então se perguntou: por que não criar algo semelhante, mas reunindo artistas americanos, especialmente da música negra, que dominavam as paradas naquele momento? Sua visão era unir vozes influentes para gerar impacto real, não apenas simbólico.

A ponte entre a ideia e a execução

Para transformar a ideia em realidade, Harry Belafonte contou com a ajuda de Ken Kragen, empresário de grandes nomes da música, como Lionel Richie. Kragen teve um papel fundamental na organização do projeto e na articulação entre artistas, produtores e gravadoras.

Foi Ken Kragen quem sugeriu que Lionel Richie e Michael Jackson fossem os responsáveis por compor a música. A escolha não foi aleatória: ambos estavam no auge de suas carreiras e tinham enorme alcance internacional, o que garantiria visibilidade e sucesso ao projeto.

A composição de We Are the World

A composição da música aconteceu de forma intensa e histórica. Michael Jackson trabalhou na melodia e em ideias iniciais em seu estúdio particular, enquanto Lionel Richie contribuiu fortemente com a letra e a estrutura da canção. O objetivo era criar algo simples, emocional e universal, que pudesse ser cantado por diferentes vozes e compreendido por pessoas do mundo inteiro.

O produtor Quincy Jones, outro nome essencial nessa história, assumiu a produção musical do projeto. Experiente, respeitado e com grande autoridade no meio artístico, Quincy Jones foi o responsável por coordenar dezenas de egos, estilos e personalidades em um único estúdio.

A gravação histórica

A gravação de We Are the World ocorreu na noite de 28 de janeiro de 1985, logo após a cerimônia do American Music Awards, em Los Angeles. A estratégia foi inteligente: com todos os grandes artistas já reunidos na cidade, ficou mais fácil garantir a presença de todos.

Participaram da gravação nomes como Stevie Wonder, Diana Ross, Ray Charles, Bruce Springsteen, Tina Turner, Bob Dylan, Cyndi Lauper, entre muitos outros. Ao todo, mais de 40 artistas se uniram sob o nome USA for Africa.

Na entrada do estúdio, Quincy Jones colocou um aviso que se tornaria lendário:
“Deixem seus egos do lado de fora.”
A frase resume bem o espírito do projeto.

O impacto mundial da música

Lançada oficialmente em março de 1985, We Are the World foi um sucesso imediato. A música alcançou o topo das paradas em diversos países e arrecadou mais de 60 milhões de dólares para ações humanitárias voltadas ao combate da fome e da pobreza na África.

Além do impacto financeiro, a canção deixou um legado cultural duradouro. Ela mostrou que artistas podiam ir além do entretenimento e usar sua influência para promover mudanças reais no mundo.

Um legado que atravessa gerações

Décadas depois, We Are the World continua sendo lembrada como um dos maiores exemplos de colaboração artística com propósito social. A ideia de Harry Belafonte, aliada ao talento de Lionel Richie, Michael Jackson e à liderança de Quincy Jones, resultou em um projeto que entrou para a história da música e da solidariedade global.

Mais do que uma canção, We Are the World se tornou um lembrete poderoso de que, quando pessoas se unem por uma causa maior, a música pode realmente mudar o mundo.

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